"De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto."
RUI BARBOSA

quarta-feira, 11 de maio de 2011

93- Decida com facilidade

Você acha complicado tomar uma decisão? Tem medo de escolher errado? Aprenda a decidir, mesmo sob pressão. Como tomar decisões que podem aumentar sua produtividade e elevar o seu humor! Por Sandy Maynard

Nosso acelerado cérebro de portadores de TDAH às vezes parece incapaz de deixar as coisas simples. Queremos comprar um novo smart fone, então vamos à internet para ver o que há de ofertas e ficamos com um problema de transtorno de excesso de atenção. Colhemos tanta informação que não conseguimos tomar uma decisão. Ficamos sobrecarregados.
Algumas vezes, nossa dificuldade de tomar decisões se estende a coisas que deveriam ser resolvidas agora – como uma torneira pingando. Não sabemos qual torneira comprar, então deixamos a velha torneira pingando por meses, até que apareça uma inundação debaixo da pia. Mas a tomada de decisão não precisa ser um desafio. A seguir, algumas maneiras dos portadores de TDAH se tornarem mais decididos.

O Processo de Tomar Decisão

Susan, uma funcionária do governo, recentemente aposentada, queria mudar-se para uma pequena cidade na Carolina do Norte, onde seus pais e amigos viviam. Ela sabia que era a escolha certa, mas em vez de procurar um lugar para viver, gastou semanas surfando na internet procurando por abajures, armários de cozinha e pisos. Veio a mim pedindo ajuda. Descobrimos duas abordagens que a fizeram tocar em frente.

Considere os prós e os contras: A primeira estratégia foi falar sobre o tipo de casa em que ela queria morar. Ouvir a si mesma dizer em voz alta, tornou o processo de tomar uma decisão mais fácil, porque ela foi capaz de eliminar as opções. Reformar uma casa velha ou um prédio novo pareceu atraente quando Susan pensou nisso, mas logo perdeu a graça quando eu perguntei, “Quanto tempo você acha que isso vai demorar?” Ela descobriu que um condomínio era a melhor escolha.
Eleja prioridades: A segunda estratégia foi identificar o que ela mais prezava – gastar o tempo com a família e amigos e permanecer ativa. Ela decidiu que ter uma grande sala de jantar e living para receber as companhias era mais importante do que três grandes quartos de dormir. Ela queria um condomínio próximo a uma pista de bicicletas ou de uma academia. Este pensamento estreitou suas escolhas. Um condomínio que ela tinha descartado, agora parecia mais atraente. Ela comprou-o.

Pense a longo prazo, visão global: Terry, uma recente graduada que começou seu primeiro emprego, usa a mesma estratégia para ajudar a tomar decisões. Antes de fazer qualquer escolha, ela pergunta a si mesma “Qual é a escolha mais saudável que eu posso fazer para o meu bem estar físico, espiritual e emocional?” Antes que ela identificasse o cuidado consigo mesma como mais importante que o sucesso financeiro e a realização profissional, decidir sobre qualquer coisa era muito estressante. Ela trabalhava até tarde e se culpava por perder suas aulas de yoga ou por não gastar mais tempo com os amigos. E mais, ficar até mais tarde piorava seu desempenho no trabalho, no dia seguinte. Ela me disse, “Tomar decisões baseadas no que é melhor para mim, ajudou-me a terminar meu trabalho mais rapidamente e mais eficientemente. Cuidar de mim mesma é o modo de ganhar uma vantagem profissional.”

Tome decisões com confiança: Tom tinha certeza do que queria. Mas não conseguia avançar porque temia não ter feito a escolha “certa”. Eu sugeri que ele fizesse uma lista dos seus medos e perguntasse a si mesmo, “O que de pior pode acontecer?” Conforme discutimos maneiras de lidar com cada coisa que pudesse dar errado, Tom descobria que ele era suficientemente esperto e emocionalmente resistente para lidar com tudo o que pudesse acontecer. Isto fez o medo desaparecer do seu processo de decidir.

Evite agir por impulso: Como os portadores de TDAH tomam decisões por impulso que algumas vezes saem pela culatra, decidir “não decidir” é uma boa escolha, também. Eu descubro, às vezes algumas semanas mais tarde, que muitas das minhas grandes ideias não valiam a pena ser realizadas. Cada coisa que surge em nossas cabeças não precisa ser realizada. É importante ser capaz de tomar decisões, mas é igualmente importante não tomar decisões que nos tirarão do rumo certo.

Este artigo apareceu no número Summer 2011 de ADDitude

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