"De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto."
RUI BARBOSA

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

137- Eficácia dos ácidos ômega 3 no tratamento dos sintomas do TDAH

Os suplementos de ácidos graxos ômega 3 podem diminuir os sintomas do TDAH em crianças, segundo publicado no Journal of the Academy of Child and Adolescent Psychiatry.

Em uma avaliação de 10 estudos, com 699 crianças, todas com TDAH, os investigadores verificaram que os que receberam suplementos de ômega-3 mostravam uma pequena, mas significativa, melhora na gravidade dos sintomas, comparados com os que receberam placebo. Este efeito também era significativo nas crianças que receberam suplementos com altas doses de ácido eicosapentaenóico.
Os autores destacam que a eficiência relativa deste tratamento é modesta em comparação com os tratamentos farmacológicos disponíveis na atualidade para o TDAH, como os psicoestimulantes, atomoxetina ou agonistas alfa-2. Entretanto, devido ao seu baixo nível de efeitos colaterais, os suplementos de ômega-3 poderiam ser utilizados como um complemento às intervenções tradicionais. {J Child Psychol Psychiatry]
Os ácidos graxos ômega 3, como o ácido alfa-linolênico, ácido eicosapentaenóico e o ácido docosahexanóico, são ácidos carboxílicos poliinsaturados, em que a dupla ligação está no terceiro carbono a partir da extremidade oposta à carboxila. Muitos deles (e outros ômega 6) são chamados de "essenciais" porque não podem ser sintetizados pelo corpo e devem ser consumidos sob a forma de gorduras.
A ingestão do ômega 3 auxilia na diminuição dos níveis de triglicerídeos e colesterol ruim LDL, enquanto pode favorecer o aumento do colesterol bom HDL. Possui ainda importante papel em alergias e processos inflamatórios, pois são necessários para a formação das prostaglandinas inflamatórias, tromboxanos e leucotrienos.
Podemos encontrá-lo nas nozes, castanhas, peixes especialmente de águas frias, rúcula e nos óleos vegetais, como azeite, canola, soja e milho.
Revista de Neurologia (Madri) e Wikipédia

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