"De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto."
RUI BARBOSA

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

166- As medicações para o TDAH não estão ligadas a aumento do risco cardiovascular

As medicações para o TDAH não estão ligadas a aumento do risco cardiovascular

Mais de 2,7 milhões de crianças por ano, nos Estados Unidos, recebem receitas de medicação para o TDAH, de acordo com o número de novembro de 2010 do Relatório Semanal de Morbidade  e Mortalidade. Entretanto, uma possibilidade de aumento dos riscos de morte súbita, infarto do miocárdio e derrame cerebral foi relatada com a medicação para o TDAH, conforme notado por Nissen, no número de abril de 2006 do New England Journal of Medicine. No número de agosto de 2008 de Pediatrics, Perrin e colegas relataram que a FDA (US Food and Drug Administration)  recomendou uma tarja preta de aviso para os estimulantes. A American Heart Association declarou que o teste de eletrocardiograma era adequado para crianças no início do tratamento do TDAH com estimulantes.

Novas pesquisas mostram que os medicamentos para o TDAH não aumentam os riscos de eventos cardiovasculares graves.

Um estudo retrospectivo de mais de 1 milhão de crianças e de adultos jovens não encontrou diferenças significativas de episódios cardíacos graves entre o que não usavam medicações para o TDAH e os que eram usuários ou já tinham sido usuários de medicações estimulantes para o TDAH. Além disso, somente 3,1 eventos cardiovasculares graves  foram encontrados em 100.000 pessoas-ano.

Segundo William O. Cooper, MD, MPH, professor de pediatria e de medicina preventiva na Vanderbilt University, em Nashville, Tennessee, “Sentimos que este estudo oferece alguma certeza de que não parece haver um aumento do risco de morte súbita, de ataque cardíaco ou de derrame naquelas pessoas que usam esses medicamentos”.

Extraído e resumido de N Engl J Med. Published online November 1, 2011.

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