"De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto."
RUI BARBOSA

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

267- Uma carreira em alta tecnologia para uma mente turbinada


Você está precisando de uma nova carreira que seja adequada para um cérebro em constante mudança? Adote o mundo digital. Eis aqui o porquê.  Por Pete Quily.

Muitas pessoas que trabalham na indústria de alta tecnologia têm TDAH. A condição e a tecnologia são um complemento natural. A evolução e a mudança constante no mundo da alta tecnologia podem ser estressantes para as pessoas neurotípicas, mas é estimulante para nós. A tecnologia é uma fonte confiável e poderosa de pulsos de dopamina.

Se você estiver tendo dificuldades em sua carreira, tente o mundo da informática. Precisa de uma prova? Pense no fato de que muitos portadores de TDAH têm...

A capacidade de hiperfocalizar.
Quando fiquei online pela primeira vez, em 1993, num cybercafé, comecei minha jornada às 8 da manhã e fui para casa às 4 da madrugada.

A capacidade de fazer múltiplas tarefas ao mesmo tempo.
Posso usar 14 aplicativos de uma vez e surfar no meio deles sem nenhum esforço extra.

Lances criativos.
Com recolhemos mais informação que uma pessoa mediana, e somos facilmente distraídos, vemos os problemas por vários ângulos. Precisa de um gerador de ideias? Encontre um TDAH.

Um cérebro que procura estímulos.
Um cérebro TDAH é o par perfeito para o mundo da informática.
Um lobo frontal subestimulado é repentinamente despertado por um meio virtual superestimulado.  

A disposição de assumir riscos.
Impulsividade significa assumir riscos e ação. Agimos enquanto a oportunidade está quente, em vez de ficar paralisados pela análise.

Ausência de medo nas crises.
Melhoramos nas crises e no caos. Os TDAHs podem criar ordem a partir do caos (”ordo ab chao”). Também podemos criar uma boa quantidade de caos...

Este artigo foi publicado no número  Spring 2013 de ADDitude

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