"De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto."
RUI BARBOSA

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

13- O TDAH não pode pura e simplesmente ser secundário ao modo como as crianças são educadas pelos pais?

Dificilmente. Todos nós sabemos como algumas crianças se tornam muito malcomportadas em função do modo pelo qual foram criadas. A educação dada pelos pais ou por aqueles que criaram a criança, sem sombra de dúvida, tem papel crucial na forma como ela se comporta.
Mas isso não é o mesmo que sofrer de TDAH. Uma coisa é ser mal-educada, não saber comportar-se em determinadas situações; outra bem diferente é ter um transtorno bem específico que é motivo de pesquisa em todo o mundo. Só confunde uma coisa com outra quem realmente não sabe nada sobre o TDAH.
Ao contrário do que se pensa (e dizem alguns profissionais, infelizmente, com pouco conhecimento acerca do assunto), o diagnóstico do TDAH, quando feito de forma correta e obedecendo a critérios bem objetivos, é extremamente confiável.
O quadro descrito é o mesmo desde o século XIX (por incrível que pareça!), apesar de mudarem os nomes, o que é aceito como sintomas e as causas suspeitadas. Além disso, os sintomas são os mesmos em diferentes culturas, como foi demonstrado num estudo com crianças da América do Sul, da China, do Japão, da Europa e da Índia. Podem existir culturas mais diferentes? E que tal os sintomas serem os mesmos há mais de um século, apesar de terem existido tantas mudanças na forma de criar os filhos, no sistema educacional e na vida em geral? E, mesmo assim, os sintomas descritos naquela época eram praticamente os mesmos. Não, definitivamente o TDAH não é secundário ao modo pelo qual as crianças são criadas. No Mundo da Lua pg. 47

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