"De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto."
RUI BARBOSA

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Dor crônica ligada ao TDAH (419)

Dor crônica ligada ao TDAH
Pauline Anderson, setembro de 2015
Las Vegas – Mais de um terço dos pacientes com dor crônica podem ter TDA, de acordo com um pequeno estudo piloto.
Os achados deverão encorajar mais médicos a ter um alto grau de suspeita de TDA em pacientes não aderentes com dor de origem central, disse o autor, Forest Tennant, MD, do Intractabel Pain Management, em West Covina, California.
Penso que isto é um pequeno e bom avanço em como cuidar de pessoas com dor.”
Ele apresentou seus achados aqui, em Las Vegas, durante a PAINWeek 2015.
Para o estudo, 45 pacientes consecutivos, com dor crônica, que procuraram uma clínica para tratamento, completaram um questionário de 16 itens. As perguntas eram destinadas a saber se o paciente tinha deficiências na concentração, problemas com atenção, distração, impulsividade, leitura e retenção, coordenação, temperamento e memória de curto prazo.
Uma resposta positiva a cinco ou mais questões era considerada como indicação da presença de TDA.
Os resultados mostraram que 37,8% dos pacientes preencheram esses critérios para TDA.
Muitos pacientes com dor de origem central têm excitabilidade aumentada do sistema nervoso autônomo. “No início, ele se torna deficiente em catecolamina, que é um dos compostos que alivia a dor”, explica o Dr. Tennant.
A dor provoca uma mudança no sistema nervoso simpático, que causa o TDA, ele acrescenta. “Assim, ele o põe nesse estado hiperativo e às vezes ele também esgota a dopamina tanto no sistema nervoso central quanto na glândula adrenal.”
Esse achado pode ajudar a explicar por que alguns pacientes com dor têm deficiente função em suas atividades da vida diária, disse o Dr. Tennant.
Durante anos, tenho visto nesses pacientes o mesmo tipo de TDA que se vê em crianças; eles não podem se lembrar de metade do tempo, não conseguem se concentrar”, ele disse. “É interessante quantos desses pacientes evitam ler ou fazer coisas, mas eles não vão lhe contar.”
Um grande problema para os pacientes com dor é a questão da aderência ao tratamento, segundo o Dr. Tennant. “Eles não fazem o que lhe dizem; eles vão embora e não seguem suas instruções, e uma parte disso se deve ao TDA.”
Porém, uma vez iniciado o tratamento medicamentoso para o TDA, como por exemplo o metilfenidato (Ritalina), “sua dor melhora e eles podem se lembrar e se concentrar.”
O Dr. Tennant acentua que isso somente se aplica a pacientes com dor de origem central, que têm inflamação no sistema nervoso, não àqueles que têm artrite ou dor neuropática. “São pacientes que têm dor constante, dor que nunca desaparece.”
Ele afirma que a conexão entre dor e TDA não é nova. “Médicos em 1895, em hospitais de Londres, diziam que se você tiver pacientes com dores intensas, que precisem de morfina, eles também vão precisar de um estimulante.”
Comentando esse estudo para Mediscape Medical News, Jack LeFrock, MD, um especialista em dor no Above and Beyond Pain Management and Laser Center, Clearwater, Florida, disse que os achados “fazem sentido.”
Concordo com ele, penso que ele está correto,” disse.
Em sua própria experiência, uma “alta porcentagem” de pacientes tem TDA e são ansiosos, acrescentou.
O Dr. Frock disse que está disposto a estudar esse assunto mais aprofundadamente.
PAINWeek 2015. Poster 133. Apresentado no dia 10 de setembro de 2015.



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